terça-feira, 14 de setembro de 2010

Desperdício é sinal de bom atendimento

Depois de observar por muito tempo o comportamento das pessoas em restaurantes, lojas e lanchonetes, cheguei a conclusão que nossa cultura consumista extrapola um pouco os limites do bom senso na questão que envolve o atendimento, tendo como culpado o atendente e o atendido.

Isso ocorre e você pode fazer um experimento na hora que for almoçar por exemplo, provavelmente quando você pedir uma bebida em lata ou garrafa, o garçom já vai trazer pra você um copo plástico, que na verdade aí começa o problema, normalmente trazem dois copos, ou até três, como se trazer copos à mais é um sinal de bom atendimento. Pois bem, faça de conta que usou o copo, tendo em vista que pessoas que sentam à mesa com você estarão usando, então peça um (1) copo ao garçom, ele trará 2. Fato!

Culpa de quem? Do atendido, claro! Que parece que só porquê está pagando tem que pegar o máximo de palito de dente, canudo, guardanapo, e copos plásticos. Então o garçom que quer mostrar boa serventia e sabendo inconscientemente desse desejo consumista e de sobrar pra mostrar boa serventia, raramente lhe leva um copo só, leva dois. Quantas milhões de pessoas almoçam diariamente no Brasil em restaurantes? Quantos milhões de copos plásticos estamos disperdiçando com essa cultura pré-histórica?

Bom, comece por você, muitas vezes garrafas individuais não precisam de copo para beber, beba direto da garrafa, ou vai se preocupar com etiqueta agora? O objetivo é se alimentar ou fazer pose?

Ahhhh mas a garrafa às vezes é suja? Negativooo
Garrafas PET individuais fechadas muito acima do envólucro podem ser bebidas direto sim, as garrafas de vidro com tampa de metal que são mais complicadas, porém o fato de você despejar o líquido com ela até o copo, já faz o líquido passar pelo gargalo e pegar as prováveis bactérias que estavam no gargalo pelo qual você temia. Portanto, pegue um guardanapo, limpe e beba direto. Além do que, o copo plástico foi tirado como dos outros copos plásticos? Pela mão do garçom! Que ajeitou cadeiras, varreu o restaurante, carregou caixas e pegou seu copo pela boca, dá na mesma rsrs... Enfim, pense ambientalmente, mude essa cultura.

Evite o uso demasiado de copos plásticos, canudos, guardanapos e ao sair de lojas e mercados, use o menos possível de sacolas plásticas. Você pode fazer a diferença!

domingo, 12 de setembro de 2010

Quem mexeu no meu queijo?

Todos nós queremos viver bem, e diante de conquistas que temos durante a vida, ficamos menos corajosos em travar batalhas maiores no nosso cotidiano, querendo apenas usufruir do que foi conquistado, querendo comodidade e esperando que tudo fique como está. Porém sabemos que a vida é dinâmica e muita coisa não depende de nós.

Muitas vezes são essas coisas que depositamos mais esperança, seja num emprego, num relacionamento, numa carreira, num bem material como casa e carro, enfim, esquecemos nosso poder transformador e potencial de correr atrás das coisas novas e vivemos em função delas, das velhas.

E quando a mudança aparece?
Aí só os fortes tem capacidade de correr atrás começando do zero e conquistando denovo, há quem fique depressivo, que se sinta derrotado e entra numa bola de neve de fracasso ou desistência. É preciso saber que oportunidades sempre aparecem e isso é essencial para vencermos na vida em todos os aspectos, e pra isso acontecer o verbo é um só, agir!


Esse vídeo é uma bela história que mostra isso tudo, de um livro best-seller chamado "QUEM MEXEU NO MEU QUEIJO", mostra pra você as ações e a realidade do que acontece na vida de todos nós, vale a pena conferir, muitas pessoas mudaram sua vida lendo esse livro ou assistindo o vídeo, é transformador e encorajador, um ponto de vista que não alcançamos quando estamos precisando saber da nossa potencialidade.

http://www.youtube.com/watch?v=l6sCdGsag80

terça-feira, 7 de setembro de 2010

Você pode mesmo comprar?

Na sociedade de cultura consumista na qual estamos inseridos, além do desrespeito ao meio ambiente pelo ser humano, percebe-se o desrespeito do ser humano com ele próprio. Sim, as pessoas vivem em desrespeito com as outras e com elas mesmas, tudo isso em função das compras.

O colapso dessa sociedade começou quando um primeiro ser humano percebeu que teria êxito em muita coisa apenas 'parecendo ser' e não 'sendo', então as aparências tomaram prioridade, e as coisas supérfulas pegaram carona, hoje se tornando mais necessárias do que realmente nos é necessário.

O sistema conduz as pessoas à ver o quão insignificante e ultrapassadas elas são, se não comprarem, e isso acaba sendo 'a nossa verdade'.

Então pessoas fazem amizade mais fácil com pessoas que tem algo, e são mais receosas com quem não tem nada, substituimos nossos valores naturais e espontâneos pensando monetariamente. As pessoas ficam e são muito mais simpáticas e formosas quando sabem que você tem grana, e muito mais fechada e robótica quando sabe que você não é nada importante ou não possui muitos bens de consumo. Nós viramos robôs pré determinados e segmentamos nossa vida porquê achamos que assim estaremos nos resguardando e tendo mais chance de perpetuar, de durar, que é objetivo de todo animal e ser vivo.

Porém, na rotina do presente, é raro hoje vocÊ ver uma pessoa juntando grana um bom tempo, esperando ver a hora certa e que pode comprar alguma coisa e comprar à vista, ou comprar com convicção, isto é raro. Com as pseudo-facilidades de crédito dadas por financiadoras, pessoas se encorajam nesse sistema de agiotagem-escravista para conseguir bens de consumo do momento, que vão deixar elas com o ego lavado e parecer, parecer alguma coisa, parecer que já comprou realmente aquilo, parecer que está ganhando liberdade, parecer que está num nível mais acima, e não ser, o ser nem existe no vocabulário.

As pessoas tão se comprometendo cada vez mais com quantidades demasiadas de parcelas de carro, faculdade, tv a cabo, celular, internet, deixando sua vida apertadinha sem margem de erro, ou com possibilidade de fazer algo, dai perde o emprego, não consegue manter e então vende o carro com prestações à pagar, perde dinheiro pra conseguir vender e se vê no fundo do poço.

É hora de revermos essa onda consumista nossa, e comprar o que nos é necessário e o que agente pode realmente comprar. O meio ambiente agradece, a sua saúde agradece ficando longe desse stress de pensar monetariamente pra suprir esse ciclo vicioso escravista de consumir e comprar pra ser feliz. Pense nisso!

sábado, 4 de setembro de 2010

Poesia: Como seria um mundo ideal?

(Nário Ornellas)

Tantos avanços e retrocessos
Quantos viveram, com e sem sucesso
Numa esfera azul com fração maior de água
De uns que morrem na seca
Outros que da seca, nunca viram nada

O sistema dita a dura regra da vida
Que inserido, cidadãos se vão
Desde o que nasce, àquele que quer dele fugir
Ou você larga tudo e vive às margens
Ou vive dentro e interage
Sonhando pseudo-momentos de liberdade

Eu penso num dia em que o ser humano trabalhe menos
Que aproveite a Lua, que aproveite o Sol
Que adote o rítmo da natureza pra viver
O rítmo que é tão gostoso dançar
Mas que o dinheiro surge como um músico bagunceiro pra atrapalhar

Surge tocando notas mais altas, predominantes, hipnotizantes
Quebra o rítmo dançante
Que Deus mandou tocar aqui na Terra

Portanto a culpa é nossa, tudo agente atropela
Entra na onda desse músico bagunceiro, o dinheiro
Vivemos uma vida surreal, superficial, banal
Mas como seria um mundo ideal?

Sonhei acordado, pensei parado, maravilhado
Num mundo tranquilo, sereno, sem pressa
Onde as máquinas trabalhavam pra gente, afinal:
Por quê inventamos tantas delas?
Só pra ganhar mais dinheiro?
Mas que objetivo mais fútil é esse?
As vezes acho que todos falam outro idioma
As vezes tudo é tão difícil, como se eu não entendesse

Não,
No meu planeta ideal:
5 horas por dia é sua cota legal
As outras horas curtiriamos a família
Ninguém na sociedade viraria marginal
Desemprego não existiria, as outras horas alguem trabalhararia
E as pessoas trabalhar em mais de 1 emprego, estariam proibidas
Todos seriam obrigados à curtir a vida

Stress, doenças diversas seriam erradicadas
O ser humano ficaria mais harmonico e o bem venceria mais fácil
Os eclipses, as estrelas, a natureza
Seriam mais contempladas
Todas as belezas, antes esquecidas ou mascaradas

E os senhores da guerra? Os conspiradores do poder?
Esses ficariam fracos
Seria fácil vencer esse bando de ratos

Como dizia Bob Marley
"Quando os gatos saem, os ratos fazem a festa"
Acho que os ratos controlam o mundo com seu sistema cruel
Posso ser um sonhador, pensando num mundo mais igual
Um dia ele vai deixar de ser surreal, ficar real
Mas depende da mudança dentro de cada um de nós
De botarmos como prioridade o nosso irmão e não o dinheiro
Afinal, aqui nessa maravilhosa bola azul, somos só passageiros!


http://facebook.com/MelMascavo

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sexta-feira, 3 de setembro de 2010

Ditadura da Televisão

Convido você a ver a letra desta música, pra refletir, da banda de reggae Ponto de Equilíbrio.


Ponto De Equilibrio - Ditadura Da Televisão


Na infância você chora
Te colocam em frente da tv
Trocando suas raízes
Por um modo artificial
De se viver

Ninguém questiona mais nada
Os homens do poder
Agora contam sua piada
Onde só eles acham graça
Abandonando o povo na desgraça
Vidrados na tv
Perdendo tempo em vão, em vão.

Ditadura da televisão
Ditando as regras, contaminando a nação
Ditadura da televisão
Ditando as regras, contaminando a nação

O interesse dos grandes
É imposto, de forma sutil
Fazendo o pensamento do povo
Se resumir a algo imbecil
Fofocas, ofensas, pornografias
E pornografias, ofensas, fofocas
Futilidades ao longo da programação

Numa manhã de sol ao ver a luz
Você percebe que seu papel é resistir, não é
Mas o sistema é quem constrói as arapucas
Que você está prestes a cair

Da infância a velhice
Modo artificial de se viver
Alienação
Ainda vivemos aquela velha escravidão