sexta-feira, 4 de maio de 2012

A estrutura das grandes cidades precisa mudar

Vivemos aglomerados em grandes centros urbanos, nos vangloriando das facilidades de toda diversidade e utilidades ao nosso alcance, de todos serviços que precisamos(isso também é muito relativo porque nada funciona direito), e esquecemos, ou tentamos não ver os problemas estruturais ambientais pelo qual sofremos.
Nossas edificações, estão sendo feitas de maneira doentia, verticalização desenfreada, não vemos mais a luz do Sol, não sentimos mais o vento, prédios ao lado de prédios, casas cercadas por prédios, prédios e casa cercados por carros e ruas, ruas cercadas por um emaranhado de fios de tensão, televisão, telefone.... e o verde?

E as árvores?
E os jardins?
E as praças?

Ahhhh, isso aí dá um jeito e contrói mais prédio, ou então asfalta e cria estacionamento, afinal de contas precisamos arrumar lugar pra guardar os carros. Quanta o mais o tempo passa, estamos dando valor pras coisas, cuidando muito das coisas, criando espaço pras coisas, dando o tempo e a vida pelas coisas, e não cuidamos de nós e de nossos semelhantes. As pessoas estão perdidas, nos hábitos consumistas do dia-a-dia cada um vomita suas verdades, cada um acredita no que mais lhe convém e que justifique sua inércia, pois é isso que lhe interessa. E enquanto essa bola rola no gramado do faz de conta, dos problemas reais que forçamos e fingimos e acreditamos não ver. O verde é massacrado.

O verde é aniquilado, árvores são derrubadas porquê tá quebrando um azuleijinho da calçada, TÁ DE BRINCADEIRA!!!! PALHAÇADA DOS INFERNOS! As pessoas estão literalmente perdidas. Loucas por consumo, loucas por concreto, loucas por produtos, loucas sem sucesso, em ciclos de alívios materiais, alienadas numa vida fútil sem objetivo e coerência, numa vida de consumir, produzir, comprar..e no final das contas estão a se matar. Pois o verde é vida.

O engraçado é que na hora do sufoco todos procuram a sombra de uma árvore, todos querem estacionar o carro debaixo de uma árvore, mas plantar ninguém quer, muito pelo contrário, só derruba pra fazer um puxadinho, uma garagem, uma ampliação, pra não ficar sujando a calçada com folhas e nem quebrar o pavimento da majestade intocável que é o frescurento idiota dono da residência. Assim é nossa realidade. Mas temos que mudar isso, temos que mudar a estrutura das cidades, tentar, resistir, senão estaremos confirmando o que já está a caminho: "Nosso lento suicídio!"

É preciso plantar mais árvores, utilizar alternativas que já são realidade em muitos lugares como o telhado verde, jardins suspensos, ruas com processo de escoamento e permeabilização, porque o que vemos hoje é uma impermeabilização do sólo sem escoamento que só facilita as enchentes ocorrerem. Utilizar calçadas com pedaços de grama para haver permeabilização da água e também pequenas vegetações que ajudam a absorver poeira e partículas da atmosfera, e também aumentar umidade do ar. É preciso ter menos verticalização, torres exageradas, pois elas tiram o Sol do vizinho e quando construídas de maneiras sequenciais lado a lado, fazem um tampão às correntes de vento, impactando muito o ambiente. Portanto, precisamos pensar e mudar. Reflita!

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