sexta-feira, 20 de novembro de 2015

A tragédia da mineração, a impunidade, a omissão, os interesses, o dinheiro, menos a vida..

Essa tragédia ocorrida em Minas Gerais, fruto da falta de responsabilidade da empresa ou das empresas proprietárias, mostra o quanto nós, sociedade estamos suscetíveis as arbitrariedades da indústria seja ela qual ramo for.

Agora o que devemos pensar a respeito é, por quê isso acontece?
Bem, podemos listar alguns fatores que ocasionam:

- Omissão da empresa pois com isso há economia de dinheiro, menos vínculo e demanda de tempo e dinheiro;
- Omissão direta ou indireta dos agentes que poderiam mudar essa realidade: fiscais, técnicos, engenheiros, poder público e etc.. que podem atuar na situação mas se acomodam, se omitem, e preferem ficar de boa no seu canto ganhando o seu quietinho;
- Picaretagem e corrupção: Dinheiro e falcatruas para se aprovar laudos e relatórios incopatíveis com a realidade só para se tornar viável;
- Falta de abordagem pela mídia e mascaramento da realidade, pois gera-se aí uma ratificação de que está tudo certo, já que ninguem fala nada, e se alguem fala é radical ou taxado de louco ou excluído de "outras" maneiras do processo.
- Falta de manutenção, governabilidade da empresa, imprudência.

Ou seja, um acidente geralmente é um conjunto de coisas, resta saber quais dessas coisas ocasionaram o acidente e diversos acidentes Brasil e mundo a fora.

Independente disso tudo, agora temos que conviver com uma realidade trevosa e sombria:
NÃO HÁ MAIS RIO DOCE
NÃO HÁ MAIS VIDA RIBEIRINHA
NÃO HÁ MAIS VIDA INDÍGENA
NÃO HÁ MAIS VIDA NORMAL NAS CIDADES SEM ÁGUA
NÃO HÁ MAIS VIDA, RESUMIDAMENTE....

Mas o topo da pirâmide econômica que manda em tudo, omite, manipula e não liga pra nada, continuará por aí com a mesma filosofia extrativista e destruidora com que trata o planeta Terra, deixando para os que buscam um equilíbrio o rótulo de ecochato, loucos, inconvenientes. No final das contas, quem tem razão? Infelizmente a razão não traz de volta a vida. E agora só o choro não tem lama. Choro de vidas perdidas. Pra sempre. 

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